Mabe

Logo depois de chegar à Brasília, trabalhei entre outros lugares numa Galeria de Arte, cujo nome era Performance e ficava na 116 Sul.

Pedro Teixeira, mineiro de nascimento, carioca  por formação e em Brasília pelo coração. Empresário, político, figura conhecida no Distrito Federal.

O fato é que Pedro Teixeira me ensinou o pouco que sei (?) sobre arte. Conheci Juarez Machado, Siron Franco, Poteiro, entre outros. Viajei bastante, conheci lugares e pessoas muito interessantes.

Tinha pouco mais de vinte anos. Em meio a tanta arte, Mabe me chamava muito atenção. Primeiro o nome: Manabu Mabe, diferente. E depois o tipo de pintura. Muito vermelho, cores fortes, desenhos abstratos. Um deleite para a alma, beleza única para os olhos.

A história de Mabe começa ainda criança quando chega ao Brasil com a família. Foi pintar fileiras de pés de café na natureza indomada do interior paulista. Trabalho árduo debaixo do sol tropical. Mas também chovia. E ele aproveitava esses dias e os feriados para retratar a paisagem no papel usando lápis crayon trazida da escola primária do Japão.

Hoje é querido, reconhecido e premiado. Registra o calor das cores brasileiras e tem um estilo único, chamado: pintura gestual. Mistura a caligrafia japonesa com manchas cromáticas.

Fica a sugestão pra conhecer (ou rever) o trabalho dele. É muito bom!

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