Prá não dizer que não falei das flores

Neste dia, do ano de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como: redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato de covardia e desumanidade.

De alguma forma, mulheres que fizeram a diferença!

Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de março como:

Entre essas e outras, somos doidas e santas procuramos ser delicadas e femininas. Força e pulso firme na maternidade, cumplicidade, companheirismo e paixão no casamento e reciprocidade na amizade…

Somos fêmeas, guerreiras e vencedoras. Somos sempre o tema de um poema, distribuímos paixão, meiguice, afeto, carinho e amor.

Somos um pouco de tudo: ruidosas, calmas, agitadas, lentas, vaidosas, charmosas, turbulentas e aborrecidas!

Fortes e lutadoras, que amam e querem ser amadas.

Com paciência estamos vencendo batalhas. Porque somos mulheres de todas raças, etnias, credos e nacionalidades, mulheres corajosas, mulheres sem fronteiras!

Somos mulheres e ponto.

Beijos bordados prá todas vocês!

 

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