Retrato de mãe

Minha sogra Cely, minha “mãe” (ma-ra-vi-lho-sa!) Iracema — e eu(zinha) fazendo um almocinho especial (Bobó de Camarão) para comemorar o NOSSO dia | 2010

“Uma mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus, e muito de anjo pela incansável solicitude dos cuidados seus;

uma mulher que, ainda jovem, tem a tranqüila sabedoria de uma anciã e, na velhice, o admirável vigor da juventude;

se de pouca instrução, desvenda com intuição inexplicável os segredos da vida e, se muito instruída age com a simplicidade de menina;

uma mulher que sendo pobre, tem como recompensa a felicidade dos que ama, e quando rica, todos os seus tesouros daria para não sofrer no coração a dor da ingratidão;

Nós

sendo frágil, consegue reagir com a bravura de um leão;

uma mulher que, enquanto viva, não lhe damos o devido valor, porque ao seu lado todas as dores são esquecidas;

entretanto quando morta, daríamos tudo o que somos e tudo o que temos para vê-la de
novo ao menos por um só momento, receber dela um só abraço, e ouvir de seus lábios uma só palavra.

Alegria tem nome!

Dessa mulher não me exijas o nome, se não quiseres que turve de lágrimas esta lembrança, porque… já a vi passar em meu caminho.

Quando teus filhos já estiverem crescidos, lê para eles estas palavras.

E, enquanto eles cobrem a tua face de beijos, conta-lhes que um humilde peregrino, em paga da hospedagem recebida, deixou aqui para todos o esboço do retrato de sua própria mãe.”

Fonte: http://www.arteducacao.pro.br

Tradução do original de D. Ramóm Angel Jara | Bispo e Orador Chileno

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