Por Baco

Baco, Dionísio e o surgimento do vinho

confraria das amigas
Baco, deus do vinho Mitologia Grego-Romana

Antes de conhecermos a lenda de Baco é interessante saber um pouco da Mitologia Greco-Romana. Na Grécia, antes do cristianismo, numa época bem primitiva, existia uma grande profusão de deuses e semideuses, representados pelos fenômenos da natureza. Os poetas da época contavam a história dos deuses de maneira lírica e por não saberem explicar cientificamente como a natureza se apresentava exteriormente, criavam lendas para tudo.

O sol, os rios, os vulcões, tudo era objeto para os poetas explorarem e criarem crenças que eram fartamente divulgadas.

Com a lenda criada, restava aos escultores, autenticá-las e materializá-las com esculturas, que na falta de modelo mais perfeito as faziam semelhantes aos humanos.

O deus maior era Júpiter ou Zeus, rei dos deuses e dos homens, que tinha como esposa Juno ou Hera e várias amantes que podiam ser deusas ou simples mortais.

Dionísio & Baco

Dionísio para os gregos e Baco para os romanos, o deus do vinho nasceu da união de Júpiter com Sêmele. A mortal Sêmele era filha de Cadmo (rei de Tebas) e Harmonia. O romance de Júpiter e sêmele provocou a ira e o ciúme de Juno , que se transformou na ama-de-leite de sêmele e a induziu a desconfiar da verdadeira identidade de Júpiter.

Para provar que realmente era o deus Júpiter, ele prometeu atender a qualquer pedido de sêmele, que carregava no ventre um filho seu. Sêmele então, persuadida por Juno, pediu a Júpiter que a fosse visitar levando consigo raios e trovões. Como sêmele era mortal e morava numa casa comum, logo a casa pegou fogo e sêmele veio a falecer queimada. Vendo Júpiter que ia perder também o filho, tirou o embrião de seis meses do ventre de sêmele e o costurou em sua coxa onde ficou até o nascimento.

Quando Baco nasceu, Júpiter temendo a ira de Juno, o entregou as Ninfas e aos sátiros para que eles o criassem no Monte Nisa.

Baco teve então dois nascimentos, um quando da plantação da vinho outro quando da colheita e feitio do vinho.

O surgimento do vinho

Baco que foi criado pelas Ninfas em cavernas, quando adolescente espremeu cachos de uvas maduras de uma vinha que existia na porta da caverna e descobriu que podia fazer vinho. Ao experimentar o mosto da uva, percebeu que a sua descoberta era muito saborosa e que também lhe dava forças e alegria.

Naquele momento ele estava inventando o vinho. Baco chamou as Ninfas e juntos fizeram uma grande festa regada a muito vinho.

Com aparência afeminada, Baco se vestia com pele de pantera e usava na cabeça uma coroa com folhas da videira e cachos de uva.

Quando adulto, Baco, já considerado o inventor do vinho e desejoso de ser considerado deus (como ele era filho do deus Zeus com a mortal Sêmele, não o consideravam divino) andava pelo Mundo ensinado desde a plantação da videira até o fabrico do vinho e reivindicando sua divindade aos homens e aos seres do Olímpio.

Numa destas andanças encontrou seu amor Érigone. Para atraí-la transformou-se num belo cacho de uvas e logo depois da bodas tiveram o filho Estáfilos, cujo nome significa uva. Numa outra lenda, Baco era filho de Sêmele e Júpiter e sua esposa chama-se Ariadne, considerada seu único amor.

Baco, pelo prestígio do vinho e depois de ver o culto ao vinho espalhado por toda a humanidade, recolheu-se aos céus, pois tem lugar garantido entre os seres olímpicos, precisamente junto a Júpiter.

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