54 anos

 

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A nova capital federal era uma das prioridades do Plano de Metas de Juscelino Kubitschek e coerente com a promessa desenvolvimentista de 50 anos em cinco do presidente. Por isso, a cidade saiu do papel e foi construída em apenas três anos e quatro meses.

  • A ideia: a intenção de construir a capital já estava prevista nas Constituições de 1891, 1934 e 1946.

  • Quem a retomou: Juscelino Kubitschek, em 1955, num comício em Goiás, ainda candidato à presidência.

  • Razões para construir: afastar a capital federal da faixa litorânea, mais vulnerável, incentivar o crescimento do interior do país, aproveitar mão de obra nordestina e descentralizar o desenvolvimento financeiro e urbano do Brasil.

  • Primeiro passo: em 19 de setembro de 1956, o Congresso aprova lei para a construção de Brasília e cria a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).

  • O local: no planalto Central, próximo à cidade de Anápolis, num triângulo de terra entre braços de água.

  • O concurso: vinte e seis escritórios de arquitetura do país apresentaram propostas de orientação modernista. Foi escolhido o famoso Plano Piloto.

  • O vencedor: Lucio Costa, filho de brasileiros nascido na França, estudou arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.

  • Bastidores: o projeto foi feito em sigilo por Lucio Costa durante dois meses. Os primeiros traços surgiram numa viagem de navio a Nova York.

  • Canteiro de obras: cerca de 30 mil operários e 200 máquinas ergueram monumentos e edifícios, como o Congresso Nacional, com quase 300 mil m² de construção. As obras da cidade foram coordenadas pela Novacap (Companhia Urbanizadora Nova Capital).

  • Candango: apelido dos trabalhadores da construção de Brasília, em geral vindos do Nordeste. Chegavam de caminhão, ônibus e carroça.

  • Pioneiro: nome dado a quem se instalou em Brasília durante sua construção ou nos primeiros anos.

  • Acampamentos: para técnicos e operários, havia casas de madeira improvisadas. O maior deles foi a Cidade Livre, hoje Núcleo Bandeirante. Na Vila Planalto – tombada pelo Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico (DePHA) em 1988 –, há casas remanescentes.

  • Madeira: usada nas construções mais urgentes, caso do Catetinho, primeira residência oficial de Juscelino Kubitschek, feita em dez dias.

  • Aço e concreto: estruturas metálicas revestidas de concreto, técnica pouco usada no Brasil, aceleraram a obra. Só para os prédios dos ministérios e o do Congresso vieram 15 mil toneladas de aço dos Estados Unidos.

Quanto custou: Em 1969, o ministro da Fazenda Eugênio Gudin estimou em US$ 1,5 bilhão os gastos públicos (US$ 83 bilhões em valores atuais).

 

 

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