Sonâmbulo

 

epitafioNão quero velório discreto, nem lamentos contidos… não gosto de nada morno. Quente ou frio, apenas…

Quero sentimentos intensos, verdadeiros, singulares… únicos!

E assim refletindo sobre a impermanência na vida, lembrei d’a hora íntima (1950) do grande poeta Vinicius de Moraes, que em sua obra o que mais fez foi endeusar a mulher. Só disse uma grande besteira: que a beleza é fundamental

Quem pagará o enterro e as flores, se eu me morrer de amores? Qual a que, branca de receio tocará o botão do seio? Quem, louca, se jogará de bruços a soluçar tantos soluços que há de despertar receios? Quem se abraçará comigo que terá de ser arrancada?

“…O homem é apenas soma das múltiplas e muitas ações ao longo da vida e… e se contenta com o que está ao alcance — corre riscos, sim, mas calculados e relativamente controlados.”

Sugiro desligarmos o piloto automático e viver de verdade… correr risco, sim… frio na barriga, rosto quente e vermelho, é legítimo, é lícito! Vencer a inércia, e sobretudo não ter vergonha de ser feliz!

Ainda dá tempo (sempre dá) de acordar e viver a vida com toda sua intensidade e plenitude… (sonâmbulo nunca mais!), precisamos buscar a vida, que pulsa, acordar e ver o sol brilhar com força, porque não quero em meu epitáfio…

devia ter… arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer… queria ter aceitado as pessoas como elas são… devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr, devia ter me importado menos com problemas pequenos, ter morrido de amor…

Tudo que há… é amor! “quando perceber que o adversário é superior e a partida está perdida, seja ultrajante e ofensivo. Uma só grosseria supera qualquer argumento.” (Schopenhauer)

Sejamos, portanto, agressivos (no bom sentido) em relação à vida… Vivendo de verdade!!

 

 

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