Pé na estrada

 

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Não sei se foram séculos ou se foram vidas e vidas, se somente foram anos. Alguns poucos ou muitos.

Nesse momento o tempo deixou de ser contado e passa apenas a ser sentido.

Pode ser que em algum momento tudo faça sentido.

Mas é sempre bom saber e perceber que o que me faz estar é um sentimento de amor e não de dor ou de desamor.

E esse ser sou eu : amoroso. E sinto só gratidão por ser assim.

É chegada a hora. Timing is runing out.

Preciso sair desse patamar invisível de desvalor. Preciso ocupar o lugar onde sou “bem-vindo”, que me pertença sem medos e sem censura e onde eu faço falta.

Preciso encontrar aquele meu lar, o meu canto. Aquele lugar que espera ansioso pelo meu sorriso e que me aguarda com flores na janela. Que tem um abraço apertado de saudade e onde a saudade faz barulho no coração de um não chegar.

Preciso.

Colocar o pé na estrada. Atravessar essa ponte de lagrimas e esperar o sol nascer. Aquecer esse frio de solidão que arde na alma. Pendurar a crítica na prateleira e dizer um dizer de chegar pra ser feliz.

E ouvir: que bom que você chegou. Que bom que você está aqui. Fica. Aqui é um lugar pra conjugar o nós. Onde somos eu e você. Onde somos muitos. Para dividir, somar, diminuir e multiplicar tudo e nada.

Eu preciso colocar o pé na estrada!

Que seja com leveza, suavidade e harmonia.

 

 

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