Fazer as pazes com a possibilidade de ser feliz

 

(…)

Sobreviver a um amor nocivo, daqueles que colocam a gente num lugar escuro e árido; daqueles que nos apequenam diante da vida; daqueles que nos fazem duvidar sobre termos algum valor ou atrativos, é semelhante a ter a chance de nascer de novo nesta mesma vida.

Há que se fazer da dor do fim, uma base para escolhas diferentes.

Há que se fortalecer a alma, diante da crueza de um não à nossa alegria de viver.

Há que ser o suficiente para fazermos as pazes com nosso amor próprio.

Há que ser a ponte para nos darmos a chance de visitar outros lugares, mais prontos a nos acolher e tirar de nós nossa melhor porção.

O tombo só faz sentido se aprendemos a cair de um jeito que nos ressignifique. Que os joelhos ralados num amor nocivo, nos torne mais aptos a optar por veredas que nos apontem vales, cavernas e montanhas de luz.

Amar é para ser bom, para fazer a vida ter mais gosto.

Se faz sofrer, não é amor. É, apenas uma versão pirateada, uma mentira que precisa a todo custo ser revelada, desmascarada e levada para bem longe de nós.

 

por Ana Macarini

 

 

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